julho 16

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Indiferença pra valer dói na alma mas fingir indiferença faz malandro dar risada….

 

 

Tenho um amigo que era um tremendo Canalha, mas daqueles de manual mesmo como descrito no post aqui do Blog sobre essa raça e seus primos Cafas. (O Cafajeste e o Canalha). Há uns 10 anos atrás o apresentei numa festa para uma amiga minha e VUMPT! Foi um raio em céu de brigadeiro nos dois e estão juntos até hoje, agora com um filhinho lindo de quase dois anos. Só não pensem que foi tudo um mar de rosas…. Longe mas muito longe disso. Esse casamento só durou e dura até hoje por dois motivos além do grande amor que eles sentem um pelo outro: a capacidade incomensurável dela de suportar e gerenciar os (graves) defeitos dele e a historinha que eu vou contar agora.

 

Esse meu amigo, como todo bom canalha que se preze, é um casca grossa e outro tão casca quanto ele, eu nunca vi igual. Suas circunstâncias de vida são de uma dureza e de um áspero inauditos cujas consequências na sua formação como homem foram muito profundas. Não pra justificar meu amigo não, é só pra traçar o justo cenário. Enfim, um cara com um grau de suportação da dor física e psicológica sobre-humana. Um dia, como os dois já casados há um bom tempo, sei lá por que cargas d’água, logo ele que sempre foi muito parcimonioso em falar da própria vida, começa a me contar sobre a primeira mulher, uma pessoa que eu nem conheci mas que já tinha ouvido falar várias vezes por intermédio de outros amigos em comum. E ouvido que essa pessoa havia também suportado e sofrido o diabo com ele que, mais novo então, deve ter sido o capeta encarnado.

 

A conversa vai chegando ao ponto em que ele me contou que, algum tempo depois do fim do relacionamento dos dois, ele arrependido quis voltar e foi atrás dela. Pelo o que tinha ouvido e entendido, o relacionamento tinha tido algumas idas e vindas e talvez por isso ele tenha pensado que ainda houvesse jeito. E aí, pra meu absoluto espanto e perplexidade, com os olhos cheios d’água, ele me disse algo desse tipo; “Brother, eu tava ali na frente dela falando, implorando e ela me olhando com um olhar vazio, distante, sem brilho nenhum…. Não tem dor maior do que sofrer por amor”. O papo obviamente terminou, porque se você já leu o post Homens não conversam nem com os amigos quando estão apaixonados, já deve saber que esse tipo de assunto entre nós é off-limits….

 

Isso tudo pra mostrar pra vocês que o homem que leva uma porrada dessa finalmente amadurece. Porque aprende que com vocês, quando se chega no fim da linha, não tem volta MESMO!!!!! E aí o cara aprende a dar valor de verdade. Na próxima vez…. Essa cena me marcou por causa do protagonista porque na verdade já vi acontecer inúmeras vezes. Enquanto o sujeito não se conscientiza de que o amor de vocês é finito, ele não se convence de que possa acabar mesmo. E dói viu?! Dói que é uma desgraça sentir isso. Nossa Senhora…

 

Ficam duas lições então dessa historinha. A primeira é pra você que está em busca da “vingancinha” pra cima do infeliz. O “troco” você só vai conseguir dar no dia em que seu olho não brilhar mais na frente dele nem por amor e nem por raiva. No dia em que você falar com ele com a mesma educação e distância com a qual você fala com o caixa no banco. Não dá pra fingir isso. A segunda é justamente sobre o “fingir indiferença”. Meu bem, quando vocês ainda gostam e acham que estão mandando “super bem” disfarçando ou ignorando o cara, o malandro tá rolando de rir por dentro de tanto dar risada…. Por que enquanto ele acender aquele brilho no seu olhar, ele sabe muito bem que é tudo da boca pra fora…. E aí o seu “mega TOCO” pra ele é só “o beicinho da semana”….

 

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