março 02

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O silêncio ensurdecedor da sua ausência

 

Todos os meus novos textos tem sido baseados em conversas que nasceram do resultado da minha interação com as leitoras nos comentários do Blog e esse não vai ser exceção. Essa frase eu anotei de uma resposta dada, há muito tempo atrás, a uma leitora consumida pela clássica angústia resultante do binômio desespero-paranoia tão recorrente por aqui: “o que eu devo fazer pra que ele me procure de novo?” Essa pergunta aparece a toda hora nos relatos que recebo e nas situações mais díspares possíveis. Desde aquela mulher bem jovem e enlouquecida porque já faz dois dias (!!!!!!!!) que o carinha que ela conheceu há uma semana não dá notícias, até aquelas mulheres que estão no apogeu da tormenta de um daqueles relacionamentos longos permeados por infinitas idas e vindas.

 

A constante nesses casos todos, sempre turbinados por doses cavalares daquela coisa horripilante que vocês chamam singelamente de “ansiedade”, é uma sensação difusa entre as mulheres de há alguma coisa que precisa ser dita ou feita urgentemente, para que o quadrúpede de turno ungido a Príncipe, não desapareça de vez e para todo o sempre. O fato porém é que, esteja o dito cujo incomunicável há 24 horas, 24 dias ou 24 semanas, seja lá por qual circunstância ou em qual contexto, a razão do sumiço sempre a mesma: É PORQUE ELE NÃO QUER FALAR COM VOCÊ! Porque se quisesse, já teria feito contato nem que pra isso tivesse que recorrer ao código Morse!!!! Se nem isso tivesse funcionado, ele já teria dado um jeito de aparecer na sua frente. Não ligou e nem apareceu simplesmente PORQUE NÃO QUIS!!!

 

Por mais abominável, cruel e dolorosa que seja essa constatação, esse tem que ser o seu ponto de partida. Não adianta você imaginar as situações mais complexas ou improváveis para justificar o sumiço dele para alimentar a ilusão de que está tudo bem, e nem muito menos deixar-se consumir pelo fogo da paranoia da ex ou de qualquer outra mulher que possa ter surgido no pedaço. A decisão de escafeder-se, mesmo que momentânea, foi uma decisão DELIBERADA que ele tomou em pleno domínio das próprias faculdades mentais. Na volta é claro, se houver uma, ele vai desfilar aquele inesgotável rosário de cascatas padrão que os homens possuem para essas horas, da mais pueril à mais inacreditável, várias das quais já tratei aqui em outros textos, mas aí já é outra história… A mãe de todas as dúvidas nesse instante é sempre aquela: “Ai meu Deus, o que eu faço agora?” A minha sugestão é sempre a mesma: permita-se que ele ouça o silêncio ensurdecedor da sua ausência na vida dele.

 

 

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Texto extraído do livro DESVENDANDO OS HOMENS 2: O FIM DA SAGA

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