maio 11

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PATTY: A selva dos aplicativos de relacionamento

Blogueiro, já li e reli seu blog, o Desvendando 1. Já deixei alguns comentários e venho nesse Post, deixar meu relado. Estamos em 2017 e essa postagem É tudo FAKE!!!! (n.a.: publicado dia 18/01/2014) no parece mais atual.

 

Depois de um final de casamento traumático, e um namoro de um ano e meio onde cometi todos os erros possíveis e fui um verdadeiro inferno na vida de um cara, devido a inseguranças e traumas, me vi sozinha e resolvi me cadastrar nesses app. Nem preciso dizer que foi total perca de tempo.

 

Conheci vários caras que a principio parecem legais. Boas pintas, com ótimos empregos, e todos afim de um novo relacionamento.

 

Conheci os recém separados, uns com filhos, outros sem filhos. Conheci os solteiros. Dois deles são amigos até hoje. Amigos para conversar e tomar um café. Um acabou se apaixonando e está namorando hoje em dia, e outro continua na mesma vida. Me lasquei com outros. Até que resolvi excluir meu cadastro. Afinal, se eu tenho tempo para estudar, trabalhar, e outras coisas, porque não tenho disposição para conhecer alguém na real e preferia ficar deitada de pijama, querendo arranjar “namorado sério” em sites e app’s. Mas teve uma história que eu gostaria de partilhar com outras mulheres.

 

Conheci um cara. Ótima conversa, estudado, fazendo um mestrado, que se dizia separado. Conversava comigo e me ligava pela manhã, tarde e noite. A conversa foi fluindo, e usando de alguns artifícios envolvi o cara na conversa também e ele se abriu em relação ao tipo de pesquisa que fazia, qual era a instituição e assim foi.
Ele sempre me dizia que queria muito me ver, porém com a mudança de governo, algumas bolsas haviam sido cortadas e ele estava sem grana. Confesso que se eu tivesse conhecido esse, logo no começo que havia entrado nesse mundo de “mentirosos”, eu não exitaria em vender um rim para sair com ele. Mas como eu já era meio escaldada, comecei a pesquisar. Ele começou a me enviar foto da família dele. Foto das irmãs para eu conhecer, foto da cachorra que a “ex mulher” havia abandonado.
Como sou da área de engenharia, não foi difícil entender sobre a pesquisa dele, e começar a fazer mais perguntas, a colher mais detalhes e em uma pesquisa simples, na instituição que ele dizia “trabalhar” na pesquisa, consegui descobrir o sujeito. E a primeira coisa que eu descobri: Ele usava um nome fake para conversar comigo.
Com o verdadeiro nome, pesquisei em redes sociais e descobri o sobrenome. Não demorou muito para eu encontrar pelas fotos as irmãs, a mãe, o pai e a mulher dele. Tomei um choque, embora já estivesse esperando por isso.
Ele continuou a conversar comigo, e eu me fazendo de morta, mas fiz que a cada dia que passava estava mais interessada nele.
Como vi que a pouco tempo, ele tinha ido com a mulher para Petrópolis, disse em uma conversa que eu adoraria conhecer o lugar. Ele encheu meu app de fotos de Petrópolis, as mesmas que estavam na rede social da esposa. Lógico que ele não mandou a que ela estava.
Comecei a querer saber mais sobre a separação. E ele me contou que ela era uma insensível. Não queria filhos, que ela só pensava em trabalho. Chegou a dizer que já tinha dois anos que estava sozinho.
Fui dando corda, dando print em todas as conversas, em tudo que eu havia achado na rede social e fui arquivando.
Ele chegou a me mandar lugares que ele estava planejando estar comigo, os melhores restaurantes, os melhores hotéis, tudo do bom e do melhor e sempre me dizendo que ele poderia colaborar com essas “viagens” em 10%, pois a bolsa bla bla bla. Mas que a hora que ele terminasse o mestrado, eu seria recompensada, pois a pesquisa dele era um sucesso, e haviam americanos que iriam comprar o projeto. E que quando ele fosse assinar os papeis, ele teria que ir aos USA e quem iria com ele? Eu claro.
Ele era romântico, atencioso e como já escrevi acima, se eu tivesse conhecido ele logo no começo de app de relacionamentos eu tinha caído na história. Um belo dia, ele veio com o número de telefone de uma agencia de viagem, dizendo para eu entrar em contato e conversar com a pessoa sobre a estadia de Petrópolis. E foi nesse dia que eu resolvi abrir o jogo. Perguntei como ele faria em deixar a pesquisa de lado, afinal era muito importante né? Ele respondeu que por mim ele trabalharia até altas horas. Perguntei como ele faria com a cachorra, aquela que era igual uma filha para ele, já que a ex mulher, a insensível não queria filhos, ele respondeu que deixaria na casa da irmã que estava adorando saber que ele havia conhecido uma mulher super bacana. Ai eu lancei: e a FULANA, o que você vai dizer para ela, e o chamei pelo nome completo e real.
Ele teve coragem de me dizer que não entendia o que eu estava falando. Foi nesse momento que comecei a mandar todos os print’s das redes sociais, as fotos dele com a esposa, e afins. E mandei: Você ainda vai continuar assinando seu atestado de burrice ou quer mais? Posso mandar uma mensagem para ela agora e mandar todas as nossas conversas.
Ele ainda teve coragem de dizer tchau e que adorava conversar comigo. Pensa que me bloqueou em Whatsapp, como nós mulheres fazemos? Nada. Por uns dias, antes de eu apagar o contato, eu podia vê-lo online.

 

Contei tudo isso, para exemplificar os tipos de caras que tem nesses app’s. Deve ter alguém legal? Não sei. São tantas histórias tortas, que achar um legal vai parecer como achar grão de ouro na areia do deserto. O problema é que, grande parte de nós, caímos na conversa. Por isso que a primeira coisa que eu internalizei desse blog foi: Não escutar o que fala, ver o que faz. Mais uma vez, se fosse o primeiro que eu tivesse conhecido, eu teria caído.

 

 

Esse foi muito jumento, mais que o normal na minha opinião. Ele não contava com a minha esperteza adquirida depois de tantos outros fakes que passaram pelo meu caminho. Fiquem espertas mulheres, e principalmente não se iludam com conversas. Essa história aconteceu em Setembro de 2016 e foi até Novembro de 2016. Depois disso ainda encontrei mais um “estou confuso” que relatei em alguns comentários mais recentes, mas já dispensei. E com ele, dispensado de vez os app’s de paquera.

 

 

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Nota do Eugenio

Agradeço aqui mais uma vez a Patty pelo envio desse depoimento. Quem frequenta o Blog sabe bem que minha opinião continua sendo exatamente a mesmo de quando o texto  É tudo FAKE!!!! foi publicado, e que só tem se reforçado ao longo do tempo. Acho que esses aplicativos são uma tremenda armadilha para a carência feminina e um prato cheio para o célebre autoengano  do “só quero curtir”. Para cada caso que você já possa ter ouvido de alguém que até casou com alguém que conheceu num aplicativo desses (eu também conheço!!!!), eu tenho porém diversas CENTENAS outros de pessoas que passaram por situações até muito mais complicadas e humilhantes do que essa da Patty. É triste porém constatar que são poucas as mulheres que reúnem a coragem que a Patty teve para relatar suas experiências, com a multidão de cafajestes e de aproveitadores sem escrúpulos que se anidam nesses aplicativos, todos de antemão sabedores das fragilidades da enorme maioria das usuárias e sempre na espreita em busca da alma que lhes parece mais “tola” ou indefesa…

Confesso que depois de tanto tempo e de tanta repetição de catástrofes, andava totalmente sem paciência e sem motivação para responder aos (muitos) comentários que chegam quase diariamente aqui com menção a esses aplicativos. Esse depoimento da Patty ajudou a me tirar desse torpor e a me lembrar que esse Blog na verdade só tem sentido se for pra ajudar todas as mulheres, inclusive as incautas desses aplicativos, sobre as insídias que se escondem por trás da pele de cordeiro…